Valorizar os servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário é valorizar a reforma agrária, a agricultura familiar e o desenvolvimento rural sustentável e solidário!
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Nota sobre a paralisação dos processos de cessão e licença capacitação para servidores da SEAD

NOTA SOBRE A PARALISAÇÃO DOS PROCESSOS DE CESSÃO E LICENÇA CAPACITAÇÃO PARA SERVIDORES DA SEAD


Na última segunda-feira o Secretário Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Ramos Roseno, encaminhou às áreas da Secretaria um memorando circular informando a suspensão temporária nos processos que resultem na redução do quadro de servidoras/es da Secretaria.
Tal memorando causou surpresas às/aos servidoras/es devido a imprecisão dos termos empregados para definir quais os processos estariam de fatos suspensos e a motivação de tal suspensão.
Segundo o memorando, estariam suspensos aqueles processos que resultem em redução do quadro de servidoras/es com caráter discricionário. Aqui cabe uma primeira observação, já que os processos com caráter discricionários não necessitariam ter sua suspensão decretada por qualquer instrumento, já que o caráter discricionário faculta à/ao chefe máximo do órgão o deferimento ou não do pedido. Cita-se, na sequência, alguns exemplos dos processos suspensos, tais como cessão para outros órgãos e licença capacitação (seguidos de um genérico “entre outros”) e diz que tal suspensão seria para reavaliação de normas. Este ponto causa total estranhamento, pois, licenças e cessões são baseadas na lei 8.112/90 (Estatuto do Servidor Público), a qual não está ao alcance de revisão pela SEAD. Além disso, a licença quinquenal para capacitação é direito do servidor, que a cada cinco anos de efetivo exercício de trabalho pode se afastar por três meses para se capacitar. Além de ter prazo limite para gozar tal direito.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Contra a PEC 241/2016 - Nota pública do Fórum dos SPFs

Segue nota pública do Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) contra a aprovação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional de congelamento dos gastos sociais (PEC nº 241) apresentada pelo governo Michel Temer.

As entidades nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF’s), abaixo relacionadas, manifestam total oposição a aprovação da PEC 241/16 e não mediremos esforços para que esta proposta de emenda constitucional seja rejeitada no Congresso Nacional. E os parlamentares que votarem favoráveis à esta PEC serão considerados inimigos dos trabalhadores, em especial, os trabalhadores do Serviços Públicos, pois serão favoráveis à destruição dos direitos sociais da população brasileira.

A PEC 241/2016 visa instituir um novo regime fiscal, um novo teto para investimento no serviço público, que terá como limite a despesa do ano anterior corrigida pela inflação. A regra de congelamento do gasto público, valerá por 20 anos, período durante o qual o recurso retirado das áreas sociais será canalizado para pagamento dos juros e amortização da dívida pública que somente beneficiará os banqueiros, latifundiários, empreiteiros e demais empresários.

As despesas primárias, que são aquelas realizadas com as políticas públicas que garantem os direitos sociais da população pobre, terão seu planejamento orçamentário com base apenas na variação inflacionária, desconsiderando as necessidades da população brasileira e sem nenhuma previsão de aumento de recursos para melhorar a qualidade dos serviços públicos.

Os serviços públicos serão profundamente atingidos e as consequências serão imensamente prejudiciais. O congelamento dos salários e a desvinculação da saúde e educação nas receitas obrigatórias é um golpe profundo no caráter público de demandas sociais tão necessitadas pela sociedade. Vejam os prejuízos de tal medida:

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O Desenvolvimento Agrário precisa ter seu ministério de volta

NOTA PÚBLICA


O Desenvolvimento Agrário precisa ter seu ministério de volta

O Diário Oficial da União de 30 de setembro publicou a sanção da Lei nº 13.341, que confirma a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com a transformação do Ministério do Desenvolvimento Social em Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), e a publicação do Decreto nº 8.865, que transfere toda a estrutura do extinto MDA à Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), do âmbito da Casa Civil da Presidência da República.

Com a publicação, foi convertida em lei a Medida Provisória (nº 726 de 12 de maio de 2016) que, ainda no início do governo interino do presidente Michel Temer, reorganizava ministérios e órgãos de primeiro escalão do governo federal; e constituídas basicamente de exclusões, fusões e relocações de pastas, as alterações apresentam também algumas transferências de competências e a definição de atribuições de órgãos governamentais. Por sua vez, o Decreto recém-publicado repete outro de junho (Decreto nº 8.786, de 14 de junho 2016) que já migrava a estrutura do extinto MDA (secretarias nacionais, diretorias, assessorias e delegacias nos estados) que tinham sido transferidas para o MDSA para essa Secretaria Especial da Casa Civil, junto das competências relativas à “reforma agrária”, “promoção do desenvolvimento sustentável junto aos agricultores familiares”, e a “delimitação e a determinação pelas demarcações das terras dos remanescentes das comunidades quilombolas”. O novo decreto vincula o INCRA à Casa Civil por meio da SEAD – alterando assim o anterior que lhe vinculava apenas diretamente à Casa Civil.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Nota Pública - Não à extinção do MDA


NOTA PÚBLICA

Não à extinção do MDA

A Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (ASSEMDA) vem se manifestar sobre as notícias de extinção da Pasta que circulam pela mídia num eventual governo Michel Temer. A ASSEMDA busca desde sua fundação garantir – além da integridade física, laboral, salarial e profissional em geral dos trabalhadores da função pública do Desenvolvimento Agrário – as condições necessárias às ações de Estado para o apoio da agricultura familiar, da promoção do desenvolvimento rural sustentável e solidário e da implantação da Reforma Agrária no Brasil.

Entendemos que a extinção da Pasta própria ao Desenvolvimento Agrário trata-se de uma proposta totalmente equivocada, inclusive por fazer-se necessário, diante da atual situação da sociedade brasileira, a existência de um órgão federal próprio para a política pública de Organização Agrária. Visto que o atual cenário do país aponta para mais ações radicalizadas pelos movimentos sociais do campo, em sua justa luta pela Reforma Agrária e por melhores condições socioprodutivas e de qualidade de vida para o meio rural e pelo fato de residir na Política Agrária parte da superação de algumas das causas da crise econômica.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Nota Pública: ASSEMDA cobra do MDA garantia de condições de trabalho a servidores após ocupações por movimento social

A Diretoria da ASSEMDA lança Nota Pública em que se posiciona sobre o episódio da ocupação reivindicatória das sedes do MDA e INCRA pelo movimento camponês da Frente Nacional de Lutas (FNL) nos dias 1º a 4 de fevereiro e os problemas vivenciados quando da retomada do expediente de trabalho dos prédios, especialmente no edifício Palácio do Desenvolvimento, e cobra do Administração do Ministério garantias de condições de trabalho às servidoras e aos servidores após qualquer ocupação por movimento social, essa e futuras.

Segue a Nota Pública:



ASSEMDA cobra do MDA garantia de condições de trabalho a servidores 
após ocupações por movimento social


A Direção da Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (ASSEMDA) vem a público manifestar-se acerca dos fatos ocorridos no início deste mês de fevereiro, decorrentes da ocupação realizada por movimento social em Brasília/DF.

Devido à política do Governo Federal, principalmente deste atual, de descaso com a agricultura familiar e a reforma agrária no Brasil, os servidores do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) têm visto seus locais de trabalho, em especial o Edifício Palácio do Desenvolvimento em Brasília/DF – sede do INCRA e de várias unidades do MDA –, serem ocupados constantemente pelos movimentos populares do campo, na tentativa de verem cumpridas as promessas de mudanças feitas por este Governo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Ação truculenta da Administração do INCRA e MDA em Rondônia contra servidores em greve. ASSINCRA divulga Nota de Repúdio

Em Rondônia a forte greve dos servidores do MDA e INCRA infelizmente gerou uma ação desproporcional da Administração à frente da unidade local do ministério no estado, a Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA-RO), que investiu de maneira truculenta contra piquete dos servidores na entrada da sede da Superintendência Regional do INCRA (SR-RO) - em que esta DFDA também está instalada. Em reação os servidores por meio da ASSINCRA-RO divulgaram um Nota de Repúdio contra a DFDA-RO que explica o caso e denuncia os agentes da ação.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Servidores do MDA e INCRA de SP e PA aprovam moção de repúdio contra divisionismo de representante do Sindsep-DF

Moção de repúdio dos servidores de Belém
As servidoras e os servidores do MDA e INCRA das unidades do estado São Paulo/SP e de Belém do Pará aprovam moção de repúdio,  respectivamente, nesta quarta-feira (22) e quinta-feira (23), de igual teor. A Moção é dirigida contra o representante no INCRA do Sindicato dos Servidores Público Federais no Distrito Federal (SINSEP-DF), Joaquim Rodrigues Santos, e também contra o governo, que o incluiu na Mesa Setorial de Negociações, e ainda recebeu sua versão de proposta de reestruturação salarial da categoria - não acordada entre as três entidades nacionais (CNASI, SindPFA e ASSEMDA).

Os servidores de Belém do Pará estão em greve desde o dia 10 e os de São Paulo iniciaram no dia 22.

Leia abaixo a íntegra da Moção aprovada pelos servidores de São Paulo (a moção de Belém tem igual teor, visualize ao lado):
MOÇÃO DE REPÚDIO 
Nós, servidores do Incra-SP e MDA, por meio de suas entidades representativas – ASSINCRA-SP, SindPFA-SP e ASSEMDA-SP – vimos através do presente repudiar: 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Nota Pública contra atos de violência sofridas por servidores do INCRA e MDA do Ceará

A Direção da ASSEMDA lança Nota Pública contra atos de violência sofridas por servidores do INCRA e MDA lotados no Ceará durante ocupação de Superintendência Regional (episódio noticiado pela imprensa).


NOTA PÚBLICA

Na segunda-feira dia 24 fevereiro, por volta das 16 horas, ativistas dos movimentos populares ligados ao Movimento dos Trabalhadores dos Sem Terra (MST) ocuparam a sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Estado do Ceará (SR-2/INCRA) e resultando que 28 servidores do Instituto e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), cuja Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA/CE) compartilha o edifício, acabassem por mais de 3 horas seguintes em situação de cárcere privado e sob ameaças, insultos e desacatos.

Os Gestores da DFDA e SR negligenciaram sua responsabilidade com a integridade física dos servidores e contrariaram a Portaria Interministerial nº 325/1998, que determina que no caso da iminência de uma invasão, os servidores devem se retirar imediatamente do trabalho e comunicar o fato à Polícia Federal (PF) e à Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ambos, ainda, abriram negociação com os ocupantes do MST, sem antes exigir a soltura dos servidores, e inclusive restringiram a atuação da PF, que se apresentara no local.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ato e Nota Pública em Encontro do Ministro Rossetto com MDA


Durante o Encontro servidores portavam faixas de protesto.
Os servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário realizaram ato no Encontro do Ministro Miguel Rossetto com MDA e INCRA, realizado na tarde do dia 21/07. A ASSEMDA distribuiu no início do evento a Nota Pública "Ministro, precisamos tratar os problemas no MDA para cuidar do Rural brasileiro" (leia ao final) que chama a atenção para que não há como cuidar do trabalhador rural sem também que se cuide dos trabalhadores que levam às políticas públicas, sendo portanto, preciso o atendimento das reivindicações dos servidores acumuladas nos últimos 4 anos. E aproveitaram para denunciar as difíceis condições de trabalho para implementar as políticas públicas propagandeadas.

O Evento foi realizado pelo Ministério e a Autarquia no auditório da UniCorreios, em Brasília. Contou com a abertura e o encerramento pelo próprio ministro Rossetto e apresentações do presidente do INCRA Carlos Guedes, do Secretário Executivo do MDA Laudemir Muller e a assessora estratégica do Ministério Simone Gueresi. Nessas falas foram apresentados os "avanços" do atual governo na política de Desenvolvimento Agrário e a estratégia para o próximo ano-safra, sem contudo tratar da forma e das condições para implementar essas medidas. 

Durante essas falas, servidores na plateia empunharam faixas com dizeres "Ministro queremos uma audiência", "Ministro, o atendimento à nossas reivindicações anda a passos de tartaruga" e "Sem servidor bem remunerado não há desenvolvimento rural de qualidade". Após os três maiores gestores, foi autorizado falas livres da plateia. Entre elas, os secretários nacionais do MDA desperdiçaram o tempo e resolveram propagandear ações em suas pastas sem tocar nos problemas internos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Veto ao PLV 5/2014 não acaba a luta dos servidores do INCRA e MDA pela reestruturação de suas carreiras. Nota pública da CNASI

Na semana passada a Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA (CNASI), entidade irmã da ASSEMDA, emitiu uma nota pública em decorrência da presidente Dilma Rousseff rejeitar reestruturar as carreiras do INCRA – por meio do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 5/2014, decorrente da Medida Provisória 632/2013, no capítulo XXIV. O veto presidencial configura-se, no ponto de vista da entidade, como mais uma explícita demonstração do desprestígio que essa autarquia tem no atual governo. Na nota pública, a CNASI ainda expressa que a decisão é mais um elemento para ampliar a mobilização dos servidores do INCRA e MDA no sentido de buscarem o atendimento de suas reivindicações.

Segue a nota pública da CNASI:

Veto ao PLV 5/2014 não acaba a luta dos servidores do INCRA e MDA pela reestruturação de suas carreiras

A equivocada, solitária e autoritária decisão da presidente Dilma Rousseff em rejeitar reestruturar as carreiras do INCRA – por meio do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 5/2014, decorrente da Medida Provisória 632/2013, no capítulo XXIV –, configura-se como mais uma explícita demonstração do desprestígio que essa autarquia tem no atual governo. Por outro lado, a decisão pode ser mais um elemento para ampliar a mobilização dos servidores do INCRA e MDA no sentido de buscarem o atendimento de suas reivindicações.

O citado “desprestígio” (para não usar palavra indecorosa, mas mais adequada à desequilibrada decisão) decorre de uma frouxidão do governo federal ao não enfrentar um dos problemas básicos que atingem o meio rural brasileiro – que é a concentração de terras e riquezas nas mãos de pequeno, mas poderoso, grupo de ruralistas, mantendo milhões de brasileiros na extrema pobreza e sem perspectivas de melhoria das condições de vida.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Moção de Repúdio contra a ação violenta que vitimou um diretor e contra as calúnias e difamações de que a associação foi alvo

A ASSEMDA lança uma nota pública com a Moção de Repúdio aprovada pela assembleia dos servidores do MDA do dia da paralisação (10/06) contra a ação violenta que vitimou um diretor e contra as calúnias e difamações de que a associação foi alvo, realizadas por um mesmo senhor.

NOTA PÚBLICA
Moção de Repúdio à violência e à calúnia e difamação

Nós, as servidoras e os servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, manifestamos repúdio ao Sr. Joaquim Rodrigues Filho, diretor da seção sindical do SINDSEP-DF, por seu ato de violência contra o diretor da nossa Associação (ASSEMDA), durante ato em nossa paralisação no Dia Nacional de Luta (10/06/2014) e pelas calúnias e difamação à vários dias lançadas à direção da ASSEMDA em torno ao apoio da entidade à campanha “Sanciona, Dilma”.

Com a aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 5/2014, decorrente da Medida Provisória 632/2013, que em uma de suas emendas equipara as tabelas remunerativas das duas carreiras do INCRA ao IBAMA, passou-se a fase da busca de apoio para a sanção da Presidência da República. O projeto de emenda tomou como partida a proposta redigida pelo comando unificado de greve de 2012 da CNASI, ASSEMDA e ASSINAGRO/SindPFA e que foi alvo de deliberação do Encontro Nacional Unificado dos Servidores Federais Agrários de junho de 2012, a paridade de vencimentos com as carreiras cuja importância e atribuições são assemelhadas ao MDA/INCRA – especialmente dos servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Após sucessivas alegações por parte do Governo de restrição orçamentária e que não se poderia atender as reivindicações dos servidores federais agrários para não configurar “privilégio”, a proposta acabou incluída em negociações posteriores nos termos do acordo de greve, que, contudo o Governo sistematicamente não encaminhou na sequência.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

NOTA PÚBLICA Emenda 35 (Paridade do INCRA com o IBAMA): Vitória dos Servidores, mas ainda é preciso lutar mais!


A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 20 de maio de 2014, a Emenda nº 35 na Medida Provisória (MP) nº 632/2013, que originalmente trata dos reajustes salarial de 15% de servidores federais às categorias que haviam rejeitado acordos em 2012. A Emenda adiciona uma alteração na lei do plano de carreira do INCRA, mudando as tabelas de remuneração, equiparando-as aos recentes valores do IBAMA/Carreira Ambiental (veja a Emenda). A direção da ASSEMDA vem acompanhando o processo de perto na Câmara e na Presidência da República, e agora também no Senado, para tal esclareceremos alguns pontos:

O projeto de emenda tomou como partida a proposta redigida pelo comando unificado de greve de 2012 da CNASI, ASSEMDA e ASSINAGRO/SindPFA) e que foi alvo de deliberação do Encontro Nacional Unificado dos Servidores Federais Agrários de junho daquele ano (veja mais informações). Naquele ano de 2012, um dos principais itens da pauta de reivindicações para deflagração da greve foi à paridade de vencimentos com as carreiras cuja importância e atribuições são assemelhadas ao MDA/INCRA – especialmente dos servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Se tivéssemos a mesa de negociação aberta neste ano de 2014, com certeza estaríamos novamente pressionando pela aceitação pelo Governo (veja resoluções da 1ª Plenária Nacional Conjunta CNASI-ASSEMDA).

Ao longo da greve, após sucessivas alegações por parte do Governo de restrição orçamentária e que não se poderia atender as reivindicações dos servidores federais agrários para não configurar “privilégio”, o comando de greve apresentou uma segunda proposta: a tabela que o próprio governo estava naquele momento oferecendo aos servidores da área ambiental, equivalente a 80% da tabela remunerativa do MAPA.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

'O Petróleo é Nosso! Não ao Leilão do Pré-Sal!' (Nota Pública)


NOTA PÚBLICA

A ASSEMDA, por ato deliberado em Assembleia, se junta na defesa do Pré-Sal brasileiro se colocando contrário ao leilão do campo de Libra, marcado para o dia 21/10, na próxima semana.

O campo de Libra, é o maior dos campos do pré-sal e também um dos maiores do mundo, sua reservas são estimadas em 14 bilhões de barris, descoberta essa, graças ao esforço de anos e anos de  pesquisa, desenvolvimento e suor do povo brasileiro. 

O que está em jogo são os valores gerados por Libra, pois, serão retirado aproximadamente 700 milhões de barris/ano; se cada barril for vendido por US$ 90,00 (cotação média do barril no mercado internacional), retirando disso o custo de US$ 20,00, teremos algo em torno de US$ 50 bilhões/ano, durante 20 anos de produção. 

Com esse montante resolveríamos os problemas de contas externas, balança comercial e permitindo ao governo federal controlar a suas contas, abaixando o juros (não dependeríamos da entrada de dólares por essa via) e diminuindo a necessidade de superávit fiscal - liberando o orçamento da União para mais Investimentos, Programas Sociais, aos Servidores e ao Desenvolvimento (com esse montante daria para manter 800 anos o que se gasta hoje com educação).

O leilão é a privatização do Pré-sal, tendo em vista que desrespeita a lei 12.351/10, alvo da espionagem estrangeira, portanto ilegal de todos os aspectos, ainda mais com o artigo 12 da lei acima, que prevê “preservação do interesse nacional (...) a Petrobras será contratada diretamente pela União para exploração e produção de petróleo” na camada do pré-sal.

Essa área, de Libra, já pertence a União e não necessitaria de Leilão, por todos os prismas, mas em particular em três: 
  1. a Petrobras é a maior especialista e detentora da mais alta tecnologia para essa atividade; 
  2. o Povo brasileiro, ficaria sem a transferência de renda compatível com os demais mais países produtores do Mundo (em média os países ficam com 80% do retorno), o Brasil nesse caso ficaria com 40% (nem o Iraque invadido por causa do petróleo ficou com tão pouco), para financiar o seu desenvolvimento; 
  3. Nenhum País do Mundo leiloou campos já descobertos.
Portanto, a luta pela defesa de Libra, para os brasileiros, é defender a nossa soberania, o desenvolvimento e o futuro, do País!

Brasília, 16 de outubro de 2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nota Pública: "Todo apoio aos trabalhadores rurais em mobilização na sede do INCRA e MDA"

Todo apoio aos trabalhadores rurais em mobilização na sede do INCRA e MDA

Vimos manifestar o apoio à luta das companheiras e companheiros trabalhadores rurais ligados aos movimentos sociais da CONAFER (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), MST (Movimento dos Sem Terra), MLT (Movimento de Luta pela Terra), MBST (Movimento Brasileiro dos Sem Terra) e FERAESP (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo) que ocupam em Brasília, nesta segunda-feira (19), o edifício Palácio do Desenvolvimento, sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. (INCRA) e das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Reivindicam em 23 pontos, principalmente, os créditos de instalação dos assentados suspensos, negociação das dívidas dos agricultores familiares, celeridade no cronograma de desapropriação das áreas destinadas à reforma agrária, e distribuição de terras para as famílias que vivem acampadas em diferentes regiões do país. No centro disso, tão somente que o INCRA e o MDA cumpram sua missão institucional: acesso à terra e condições de produção aos trabalhadores na agricultura familiar. Entendemos que enquanto não houver uma Reforma Agrária de verdade, os movimentos sociais se sentirão obrigados a agir inclusive dessa maneira.

Nas últimas semanas, a direção nacional e regional dessas entidades e movimentos tentaram negociar com o presidente do INCRA e o ministro do Desenvolvimento Agrário, porém foram ignorados. As  poucas e vagas promessas feitas ao movimento foram sistematicamente descumpridas pelos gestores máximos dos dois órgãos. Não por acaso, há três semanas atrás a FETRAF-DFE (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar no Distrito Federal e Entorno) organizou um movimento semelhante, ocupando por três dias o edifício Palácio do Desenvolvimento, após semanas em mobilização, se alternando em acampamentos no entorno desse edifício e na superintendência regional do INCRA, onde prosseguem no momento.

Nos últimos anos os indicadores da reforma agrária se encontram em seus piores patamares e os agricultores familiares encontram-se endividados e com severas dificuldades de comercialização, apesar das sucessivas supersafras agrícolas e inflação nos alimentos. Enquanto os dois órgãos sofrem com falta de recursos e de pessoal, o Governo segue com uma política que libera bilhões em créditos subsidiados e desoneração de impostos aos megaempresários, paga meio trilhão de reais em juros da dívida aos banqueiros, bloqueia recursos para a reforma e desenvolvimento agrário e valoriza o agronegócio, o latifúndio e a exportação de commodities. As entidades associativas dos servidores dos dois órgãos federais agrários entendem que somente é possível o cumprimento dessa pauta por meio da (re)estruturação do INCRA e MDA, valorização e ampliação do seu corpo de servidores, desbloqueio e aumento dos recursos orçamentários dos seus programas e políticas e melhoria das condições físicas dos dois órgãos.

Em 2012, os servidores do INCRA e MDA realizaram uma forte greve que justamente reivindicava isso, sendo, contudo, reprimidos e tendo sofrido com o baixo diálogo com o Governo Federal, o que se repete agora na campanha salarial 2013. Pedimos aos gestores do MDA e INCRA que realmente se abram ao diálogo efetivo com esse movimento, agora acampado no entorno do Edifício Palácio do Desenvolvimento, e atenda suas reivindicações, pois sua pauta é mais do que legítima e necessária para que a reforma agrária, a valorização da agricultura familiar e o desenvolvimento rural sustentável e solidário avancem no Distrito Federal e no Brasil com um todo. De nossa parte, nos colocamos à disposição no que pudermos contribuir com o processo de negociação, pois entendemos que a luta d@s companheir@s está diretamente relacionada com a luta d@s servidores do MDA e INCRA.

Brasília, 19 de agosto de 2013

Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário - ASSEMDA
Associação dos Servidores da Reforma Agrária de Brasília - ASSERA/Br
Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA - CNASI

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Todo apoio a luta d@s companheir@s da FETRAF!



NOTA PÚBLICA CONJUNTA
 Todo apoio a luta d@s companheir@s da FETRAF!

Vimos a público manifestar o apoio à luta das companheiras e companheiros da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Distrito Federal e Entorno – FETRAF-DFE, que desde o dia 17 de julho ocupam o Edifício Palácio do Desenvolvimento, sede nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA e da maioria das secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA. As reivindicações apresentadas pela FETRAF-DFE pedem tão somente que o INCRA cumpra sua missão institucional: liberação do Crédito Instalação, Assistência Técnica as famílias assentadas e o acesso a terra para 3.000 famílias acampadas na região.

O bloqueio da aplicação dos recursos do Crédito Instalação foi uma decisão unilateral da Direção do MDA/INCRA, impactando diretamente milhares de famílias assentadas que têm este crédito como a principal política de apoio a sua estruturação na terra. Em que pese à necessidade de aperfeiçoar os procedimentos e a forma de aplicação dos recursos do Crédito Instalação, no intuito de evitar desvios, a sua suspensão de forma generalizada prejudica de sobremaneira o público da Reforma Agrária. É sabido que a Direção do MDA/INCRA tem uma proposta de modificação geral na lógica dos Créditos a serem repassados para as famílias assentadas. Mas a interrupção do Crédito Instalação não pode ser usada como um meio de garantir apoio a esta mudança.

Além do mais, há recursos na União para os créditos, e a proposta de modificação da forma de liberação não pode ser subterfúgio para escamotear o bloqueio de quase 1/4 do orçamento do INCRA e MDA para que o Governo Federal alcance o superávit primário, enquanto o mesmo libera bilhões em créditos subsidiados e desoneração de impostos aos megaempresários e pague meio trilhão de reais em juros da dívida aos banqueiros.

Nas últimas 3 semanas a direção nacional e regional da FETRAF tentaram negociar com o presidente do INCRA e o ministro do Desenvolvimento Agrário sendo ignorados, e as poucas e vagas promessas feitas ao movimento foram sistematicamente descumpridas pelos gestores dos dois órgãos. E após tantos dias de mobilização em frente à Superintendência Regional do INCRA no DF e Entorno, as/os agricultores familiares, sem nem mesmo os créditos que têm direito, muitos dos quais já realizaram as respectivas despesas, foram empurradas a uma situação difícil.

Pedimos aos gestores do MDA/INCRA que realmente abram ao diálogo efetivo com a FETRAF e atenda suas reivindicações, pois sua pauta é mais do que legítima, e necessária para que a Política de Reforma Agrária e valorização da Agricultura Familiar avance no Distrito Federal e Entorno. De nossa parte nos colocamos a disposição no que pudermos contribuir com o processo de negociação. Pois entendemos que a luta d@s companheir@s da FETRAF por uma verdadeira Reforma Agrária e desenvolvimento rural sustentável e solidário está diretamente relacionada com a luta d@s servidores do MDA/INCRA, que há muito reivindicam a mais recursos para os programas, valorização de seu trabalho e melhores condições de trabalho!

Brasília, 19 de julho de 2013

Associação Nacional dos Servidores do MDA – ASSEMDA
Associação dos Servidores da Reforma Agrária de Brasília – ASSERA/Br
Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA – CNASI
Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais - CONDSEF
Central Sindical e Popular - Conlutas no Distrito Federal e Entorno - CSP-Conlutas/DFE

terça-feira, 18 de junho de 2013

Solidariedade ao movimento por transporte público barato e decente e repúdio à violação do direito de protestar



NOTA PÚBLICA

Solidariedade ao movimento por transporte público barato 
e decente e repúdio à violação do direito de protestar

Em São Paulo, Rio, Goiânia, BH, Porto Alegre, Salvador e ao menos mais dez grandes cidades já ocorreram protestos de rua ou embates por causa do aumento das tarifas nos transportes públicos decretados esse mês. Na última sexta-feira (14/06) e no sábado Brasília se somou aos protestos que estão ocorrendo no país inteiro, combinando com a abertura da Copa das Confederações.

As manifestações, partidas de lideranças estudantis e que ganharam força espontaneamente pelas redes sociais, não são apenas para impedir o reajuste das passagens. Em todo o país a população tem se mostrado indignada com a inflação dos alimentos e com os gastos indecentes para a construção dos estádios da Copa do Mundo. Denunciam também a promiscuidade entre o poder público e as empresas, que são financiadoras de campanhas políticas, e também mostram que uma passagem barata e um serviço de boa qualidade não é uma utopia, pois o transporte público é obrigação do Estado e não um direito de poucos.

A tarifa de ônibus subiu 2,2 vezes acima do IPCA. Se fosse corrigida pela inflação desde a implantação do Plano Real, em São Paulo custaria R$ 2,16 e não os R$ 3,20 decretados. Enquanto isto, o salário médio não subiu no mesmo ritmo. A despesa com transporte pesa em média mais de 17% do salário do trabalhador, o mesmo gasto com alimentação. Apesar do preço, a qualidade é péssima. Essa combinação faz com que a avaliação do transporte público seja a pior desde 1987, e com cidades engarrafadas e um trânsito violento.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O reforço do MDA passa por concursos para servidores permanentes, e não para temporários

Em razão da publicação no Diário Oficial da União (caderno 1, página 80) de hoje, 30/04, da liberação pelo Ministério do Planejamento para o MDA contratar 150 servidores temporários, a ASSEMDA republica aqui no blog sua manifestação contrária a essa política do Governo e da Alta Administração do órgão, expressa em Nota Pública de 23 de outubro de 2012. A Associação entende que o verdadeiro reforço institucional do MDA passa por concursos públicos (e convocação dos aprovados) para o quadro permanente de servidores efetivos, inclusive para o Programa Terra Legal Amazônia. Há base jurídica e técnica para isso, basta vontade política.


NOTA PÚBLICA

MDA fará seleção para servidores temporários e ASSEMDA critica essa opção e defende a conversão dessas vagas em permanentes e a convocação imediata dos aprovados de 2009

Neste momento está em tramitação no Ministério do Planejamento (MPOG) um pedido autorização da administração do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para realizar seleção para servidores temporários. A ampliação do quadro de servidores do MDA é uma das vitórias do movimento grevista realizado pelos servidores em 2012. Contudo, apesar de reconhecer a importância da iniciativa de dotar de mais trabalhadores em nosso órgão, a direção da ASSEMDA critica veementemente a forma equivocada a qual se deseja provê-lo, e manifesta sua posição pela convocação imediata dos aprovados excedentes do concurso de 2009 e a conversão dessas vagas de temporários em permanentes no novo concurso que será preparado para o próximo período.

Esta posição da ASSEMDA deve-se ao entendimento que tal processo não tem a devida legitimidade técnica necessária, à medida que o Ministério, têm a necessidade de dispor de servidores públicos permanentes em seus quadros próprios, diante da ampliação ano a ano de suas funções, atribuições, responsabilidades e dimensão do público atendido por suas políticas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Assembleias do MDA aprovam crítica ao SINDSEP-DF por se colocar contra anulação da reforma da previdência e Marcha de 24 de abril

A assembléia geral da Associação Nacional dos Servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário (ASSEMDA) e a assembléia da Seção Sindical do Ministério do Desenvolvimento Agrário do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal (SS-MDA/SINDSEP-DF) do dia 19 de abril de 2013 aprovam conjuntamente a seguinte moção à direção do SINDSEP-DF:

"Nós servidoras e servidores do MDA compreendemos a importância de um sindicato forte, complementar às associações setoriais, porém, viemos a público criticar a postura do SINDSEP-DF, que inclusive sem o endosso da base da categoria, manifesta na edição do seu jornal "Esplanada Geral" nº 453 (abril de 2013) ser contrária a campanha pela anulação da reforma da previdência e a Marcha de 24 de abril, pelos seguintes motivos:
Lutamos pela revogação da reforma da previdência de 2003, pois se trata da defesa dos direitos dos cerca de 8 milhões de servidores públicos brasileiros que foram surrupiados com essa contrarreforma; principalmente aqueles que ingressaram no Serviço Público após esta como nós servidores do MDA.

Independente do mérito da existência ou não do chamado “mensalão”, este não autoriza o Sindsep-DF a ficar contra a campanha pela anulação das leis aprovadas pela compra de votos no Congresso Nacional e defender os condenados do Mensalão/Ação Penal 470 à revelia da base, à medida que não levou a nenhuma instância democrática do próprio sindicato, seja assembleia, congresso ou plebiscito, para decidir qual a concepção oficial da entidade sobre o mensalão, sobre a participação na campanha pela anulação da reforma da previdência e na Marcha de 24 de abril.
Por sua vez, foi o Supremo Tribunal Federal (em sua maioria foram indicados pelo governo corrente), o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e uma Comissão Parlamentar de Inquérito que estabeleceram a relação entre a aprovação da reforma da previdência de 2003 e a transferência de milhões de reais não contabilizados a parlamentares e partidos, o que qualifica a reivindicação da campanha.
Diversas entidades, como a própria Condsef, estão engajadas na luta pela revogação desse ataque aos direitos dos servidores públicos e entendem ser mais importantes lutar pelos direitos dos trabalhadores por elas representados, atacados pelo Governo e Congresso, de forma que não deve o Sindsep-DF colocar-se contrário e isolado daquelas que estão organizando a Marcha, muitas delas inclusive filiadas à própria CUT (única outra entidade contrária ao ato).
Ademais, existem tantas outras propostas contra os direitos dos trabalhadores em tramitação no Congresso cuja Marcha do dia 24 de abril servirá como marco do movimento ao repúdio a estas medidas e primeiro grande ato da campanha salarial unificada de 2013.
Portanto, repudiamos a posição da direção do Sindsep-DF contrária ao movimento pela anulação da reforma da previdência dos servidores públicos e a Marcha de 24 de abril e exigimos a imediata convocação de uma assembléia geral do sindicato para organizar essa campanha aqui no Distrito Federal."

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nota sobre cumprimento do interstício dos consultores

Nota da ASSEMDA aos trabalhadores do MDA 

Esta nota é dirigida a todos os trabalhadores do MDA e visa esclarecer a posição dos(as) servidores(as) deste Ministério em relação à situação decorrente da crise relacionada ao cumprimento do interstício dos(as) consultores(as) que atuam na modalidade do tipo "consultoria por produto" neste Ministério.

Breve histórico

O Ministério do Desenvolvimento Agrário realizou seu primeiro concurso para servidores efetivos em 2009, quase 10 anos após a sua criação. Tal fato ocorreu por pressão do Ministério Público Federal, que firmou um Termo de Ajuste de Conduta - TAC obrigando o Ministério a realizar concurso público. Chegando nesta casa, os servidores experimentaram um ambiente de informalidade e negligência por parte da administração, que pode ser resumido no fato de alguns simplesmente não terem cadeira, mesa ou computadores próprios para trabalharem assim que tomavam posse. Tal ambiente de informalidade e negligência motivou a primeira turma de servidores efetivos do MDA a constituírem a ASSEMDA, visando ter voz e iniciar um diálogo com a Administração do MDA.

Denúncias
Ao longo de três anos, os servidores do Ministério experimentaram uma relação muito difícil com a Administração do MDA. No início, éramos ignorados; depois, ridicularizados; por último, somos combatidos. E esse combate tem início com as denúncias protocoladas junto à Assessoria Especial de Controle Interno - AECI, no dia 17 de outubro de 2011 a respeito da atuação ilegal de consultores no Ministério. Tal denúncia deu seguimento a outras duas, no Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União. A ASSEMDA entende que o trabalho dos consultores é importante e necessário, não apenas no MDA como também em outros órgãos da administração pública federal. A questão é que a ASSEMDA é contra a atuação de profissionais, contratados para exercerem consultorias, na função de servidores públicos.

Após sucessivas conversas com a administração a respeito do assunto, visando a regularização das atividades dos consultores, percebemos que a única forma de pressionar o MDA a realizar concurso público e permitir aos consultores que façam seu trabalho conforme consta nos termos do contrato, seria realizando denúncias aos órgãos de controle. Além disso, é dever de todo servidor público comunicar, aos seus superiores e órgãos de controle do Estado, toda e qualquer irregularidade da qual tenha tomado conhecimento, sob pena de estar prevaricando aos seus deveres de servidor público.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

(Nota Pública) MDA fará seleção para temporários e ASSEMDA critica opção



NOTA PÚBLICA

MDA fará seleção para servidores temporários e ASSEMDA critica essa opção e defende a conversão dessas vagas em permanentes e a convocação imediata dos aprovados de 2009

Neste momento está em tramitação no Ministério do Planejamento (MPOG) um pedido autorização da administração do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para realizar seleção para servidores temporários. A ampliação do quadro de servidores do MDA é uma das vitórias do movimento grevista realizado pelos servidores em 2012. Contudo, apesar de reconhecer a importância da iniciativa de dotar de mais trabalhadores em nosso órgão, a direção da ASSEMDA critica veementemente a forma equivocada a qual se deseja provê-lo, e manifesta sua posição pela convocação imediata dos aprovados excedentes do concurso de 2009 e a conversão dessas vagas de temporários em permanentes no novo concurso que será preparado para o próximo período.

Esta posição da ASSEMDA deve-se ao entendimento que tal processo não tem a devida legitimidade técnica necessária, à medida que o Ministério, têm a necessidade de dispor de servidores públicos permanentes em seus quadros próprios, diante da ampliação ano a ano de suas funções, atribuições, responsabilidades e dimensão do público atendido por suas políticas.

E um corpo funcional de um órgão público não é apenas constituída por um mera prova de concurso, muito menos uma seleção simples, mas sim, por uma trajetória de carreira vivida dentro do órgão, com experiência e capacitação desses profissionais. Como também, corre-se o risco que servidores temporários possam ser mais vulneráveis, pela não proteção de uma carreira e a estabilidade funcional que os amparem, a pressões anti-republicanas nas suas atividades diárias, além da evidente precarização nas relações laborais desses trabalhadores.

Por outro lado, a suposta motivação do egresso de servidores temporários devido a necessidade de adequar-se ao perfil temporário do Programa Terra Legal de regularização fundiária na Amazônia não se justifica - setor onde a administração pretende lotar os servidores temporários e o cita na exposição de motivos. Embora, o Programa Terra Legal tenha um prazo de vigência especificado de 5 anos pela Lei 11.952/2009, expirando portanto em 2015, uma seleção de temporários de 4 anos ultrapassaria tal prazo. Por sua vez, a lei também estabelece que o Programa é prorrogável por mais 5 anos.

E nos títulos de terras emitidos aos posseiros beneficiários da regularização, contêm cada um, cláusulas que vão a mais de 10 anos, que deverão ser cumpridas pelos mesmos, em que o MDA terá que monitorá-los, e os pagamentos serão em prestações de parcelas de até 17 anos, necessitando portanto de servidores no órgão para acompanhar esse processo por todos esses anos. Por sua vez, após a regularização em todas as áreas da Amazônia será preciso fazer o gerenciamento governamental da malha fundiária enquanto política pública permanente. E por fim, na exposição de motivos para a Lei 11.9252 e para implantação desse Programa, afirmava-se que não haveria a criação de novas vagas para servidores justamente com especificamente para isso.

Além disso, o quadro e o número de profissionais a ser incorporados nesta seleção, não foi decidido conjuntamente, nem foi alvo de debate com os trabalhadores já em exercício no MDA, e no Terra Legal, reproduzindo-se assim a maneira antidemocrática a qual a Administração do órgão costuma conduzir sua relação de gestão de pessoas.

Também, a ASSEMDA torna pública que, a Administração do MDA, apesar de sucessivos alertas da própria ASSEMDA, por negligência, ou mesmo deliberadamente, não solicitou no período adequado uma nova homologação do concurso de 2009, que permitiria a ampliação do número de convocados entre os aprovados excedentes tão necessária na recomposição do quadro de servidores. Assim, ao invés de convocar 72 futuros servidores, os quais reporiam o quadro evadido desde 2009 ou mesmo a ampliação de vagas, o MDA poderá chamar apenas 36 aprovados. Tal postura, suscita especulações quanto uma possível intenção de viabilizar uma seleção pública específica para temporários.

Vale lembrar que, em 2008 o MDA organizou uma seleção para temporário, suspensa imediatamente pelo Ministério Público, que exigiu do órgão a realização de um concurso para permanentes, o qual permitiu o egresso do primeiro contingente de servidores efetivos do seu quadro próprio. Corre-se esse risco novamente, e inclusive de atrapalhar o concurso para permanentes, o qual o órgão tanto precisa, e a ASSEMDA tantas vezes apresentou a reivindicação.

Por sua vez, as seleções públicas para temporários envolvem objetos de notórias controvérsias, à medida que, muitas se dão por meio apenas de seleção simplificada. Como também que, frequentemente, são alvos de denúncias e crítica dos órgãos de controle por envolverem facilitação à falta de impessoalidade no processo seletivo.

Assim, a ASSEMDA reivindica a imediata chamada dos aprovados excedentes no concurso público de 2009 e a conversão das vagas de temporários na ampliação das vagas no novo concurso na modalidade de servidores permanentes. Entende-se que há base jurídica e administrativa e necessidade técnica, apenas aguardando vontade política do Governo e da Administração do MDA para fazê-los.